Atas

Ata da Reunião de Fundação do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Itapeva

23/01/1992

Aos 23 dias do mês de janeiro de 1992, às 20h30, realizou-se em uma das salas da Faculdade de Ciências Humanos do Sul Paulista uma reunião presidida pelo Dr. Genésio de Moura Muzel que contou com os seguintes convidados: Jandir Abreu Gonzaga, Augusto Rios Carneiro, Euflávio Barbosa, Francisco Batista Vieira, Vera Lúcia Paes Vieira, Genézio de Moura Muzel Filho, Onézio de Moura Muzel, Osvaldo Prado Margarido, Leonor Ribeiro de Oliveira, Nilton de Moura Muzel, Jayme David Muzel, Sebastião Pereira da Costa, Davidson Panis Kaseker, Eriberto Veiga Leal, Maria Olinda Rodrigues, Vanda Aparecida Antunes Cerdeira e Rui Gomes Pinheiro. Usou da palavra o Dr. Genézio de Moura Muzel  explicando que a reunião tinha por objetivo a fundação do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Itapeva, sendo as pessoas presentes consideradas como sócio fundadores. Em seguida, o presidente da reunião apresentou o seu manifesto no qual relatou a necessidade de se registrar os fatos notórios de nossa História, o estudo do meio geográfico ainda desconhecido de nossa gente, as famílias que formam a base de nossa comunidade, como também aquelas que vieram depois. Em seu manifesto o Dr. Genézio de Moura Muzel falou da necessidade de se construir um mostruário pormenorizado sobre nossos minérios, que o governo do Estado tem uma seção especializada na classificação de minérios, situada à Rua Florêncio de Abreu e que faz os serviços gratuitamente. Mostrou também a necessidade de fotografar-se devidamente nossas belezas naturais, pedras com inscrições e outras que se apresentam superpostas em bairro do nosso município. Dr. Genézio afirmou que “precisamos ver se conseguimos a na Vila Velha os restos de sua construção. Precisamos ver se conseguimos restos da construção do colégio no Bairro do Colégio”. Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo tem um álbum de fotografias inéditas, como por exemplo o primeiro prédio da Estação de Faxina, construído de madeiro; este álbum foi doado pelo engenheiro Bacelar que documentou a construção da antiga Estrada de Ferro Sorocabana. Explicou ainda o presidente da reunião que é preciso construir um monumento em homenagem ao tropeiro, um dos elementos responsáveis pelo nascimento da Paragem “Itapeva da Faxina”; conseguir uma urna funerário dos índios, pois existem duas ou três em poder de particulares; localizar a espada de Sebastião Nobrega de quando fazia parte da tropa que defendia o governo como soldado de um Batalhão de Faxina. “Precisamos localizar duas placas que registram as fundações da Escola Normal Livre de Faxima e da Escola Normal Oficial, retiradas por motivos políticos. Precisamos organizar com Xerox a série de recenseamento da população e outro documento que elucidam a nossa história”. Lembrou que dois barões tiveram casa em nosso município, no oitocentismo, embora tivessem casa em suas cidades. Foram o Barão de Antonina e o Barão de Mogi Mirim, grande proprietários de terras na região. Outras tarefas a efetuar seriam: a realização de concursos sobre a história de Itapeva entre os escolares de primeiro e segundo graus; conseguir os retratos do Barão de Itapeva e do Barão de Antonina; organizar a biografia dos sócios; elucidar a contribuição de Chico Diabo, itapevense, na morte de Francisco Solano Lopes. Além destas, lembrou a necessidade de descrições dos acontecimentos das revoluções de 1893, 1924, 1930 e 1932; A colaboração com os jornais sobre a matéria de interesse histórico, geográfico e genealógico; levantamento de dados para a realização de uma placa com nomes de todos os professores que trabalharam na escola normal livre. “Conseguir uma fotografia do Dr. Alípio Bastos “anima Mater” na criação da Escola Normal Livre, em 1932. Outras fotografias e documentos antigos relacionados com Itapeva”. Organizar aulas de história sobre Itapeva a serem ministradas em nossas escolas, nas passagens de aniversários da cidade. “Conseguir do senhor Prefeito uma sala para a guarda do material e reuniões de sócios. Organizar um biblioteca e conseguir mapas antigos. Após finalizar o seu manifesto (lido pelo professor Augusto Rios Carneiro) o Dr. Genézio declarou fundado o IHGGI – Instituo Histórico, Geográfico e Genealógico de Itapeva e passou a palavras aos presentes. Foram citados os livros: “História de Itapeva no século XIX”, do professor Euflávio Barbosa; o primeiro livro de Sebastião Pereira da Costa, que se prepara para lançar o livro “Jamais verás país nenhum como este”, que trata sobre a Revolução de 1964 e os anos de autoritarismo militar; o livre “Itapeva para crianças” e a “Família Ribeiro de Oliveira”, da professora Leonor Ribeiro de Oliveira, que já tem quatro livros publicados; o livro “Bandas musicais de Itapeva”, do professor Osvaldo Prado Margarido, que está escrevendo atualmente sobre a Revolução de 1932; a genealogia da família Amaral Camargo, já pesquisa pelo Dr. Genézio. O presidente fundador do novo instituto marcou a data de 27 de fevereiro próximo, às 20h, para a realização de nova Assembléia Geral visando a eleição da primeira diretoria e aprovação dos estatutos da entidade, sendo escolhido como sede do evento o Centro Cultural Cícero Marques.  O Dr. Genézio de Moura Muzel Filho sugeriu que cada um dos presentes apresentasse mais uma pessoa identificada com a relevância dos objetivos do instituto agora fundado, na data da próxima reunião. Em seguida, o Dr. Genézio declarou encerrada a reunião. Eu, Maria Olinda Rodrigues, lavrei a presente ata, que lida aprovada, vai assinada por todos. Itapeva, aos 23 dias do mês de Janeiro do ano de 1992.

 

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